Por trás da simplicidade

Embora eu goste muito de coisas que sejam práticas, que sejam possíveis de serem descritas, sempre me pego pensando no que está por trás disso: na teoria, na filosofia, na crença que está por trás disso que estou vivenciando. Não é diferente do termo “simplicidade”.

Por que estamos tentando uma vida Minimalista? Por que eu me enfiei numa onda de fazer o #Project333? O que entendemos por simplicidade? Por vezes, por causa do cotidiano e da materialidade da coisa (diminuir guarda-roupas, comprar menos, usar menos redes sociais e etc. etc. etc.) esquecemos o porquê disso. 

Por causa disso acho válido compartilhar com vocês este texto que li hoje, ele mostra o que uma vida simples pode nos trazer e achei inspirador, todos os dias temos que nos lembrar disso! Segue o texto:

POR UMA VIDA MAIS SIMPLES…

Não existe receita para felicidade. Felicidade, inclusive, é um conceito altamente subjetivo como amor, sucesso, sentido da vida. Cada um encontra forças para acordar de manhã num lugar diferente. O que nos move é individual e intransferível.

Portanto, dedico este artigo às pessoas que, como eu, aspiram á uma vida mais simples. Se você, caro leitor, acredita que luxo e status social são elementos indispensáveis para uma vida feliz, não se sinta ofendido. Este artigo apenas não está direcionado à você, o que não representa nenhum grande drama pois cada artigo é parcial e subjetivo.

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Sim, busco por uma vida mais simples. E como simples refiro-me a uma vida menos protocolar, menos formal, com menos necessidade de enquadramento num sistema fechado e rígido, com mais dúvidas do que certezas, com mais perguntas inteligentes a fazer e a ouvir, do que respostas prontas na ponta da língua.

Por simples, entendo uma vida com menos necessidade de autoafirmação. Uma vida em que a gente não precisa ficar provando o tempo todo o nosso valor pois quem amamos e quem nos ama já sabe o valor que temos. Uma vida com menos regrinhas bobas, com mais horários flexíveis, com mais programas decididos de última hora, com mais sorrisos e risos espontâneos, com mais brilho nos olhos, com mais piadas, com mais espontaneidade, com menos ansiedade diante da rigidez da rotina, com mais conversas jogadas fora.

É horrível quando tentamos o tempo todo convencer as pessoas sobre algo ou quando tentam nos convencer. É horrível viver numa eterna negociação, numa eterna guerra de egos, se desgastando por provocações mínimas, se estressando por pequenos imprevistos, transformando tudo em algo pesado. Por que o outro precisa sempre concordar com o nosso ponto de vista?

Obviamente, algumas questões realmente são pesadas e nos afetam. Não dá para ser light o tempo todo. Não se importar com nada pode ser sinal de letargia emocional. Por outro lado, transformar tudo em algo pesado reverte a nossa existência em uma tortura.

Sim, busco por uma vida em que estar feliz conta mais do que aparentar felicidade. Busco por uma vida em que o amor seja mais importante do que as conveniências que unem os casais. Busco por uma vida com menos amigos de mais qualidade. Busco por uma vida em que se divertir e ter conforto pesa mais do que estar moda. Busco por uma vida com mais conteúdo. Com mais sentido nela mesma. Que a felicidade não se encontre no que está por vir. Naquilo que talvez nunca aconteça. Que a felicidade seja vivida hoje e que a gente saiba reconhecer o momento atual como um momento feliz.

 

O texto é da Sílvia Marques e originalmente foi postado em “O Segredo“.

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2 comentários sobre “Por trás da simplicidade

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