Aprendendo a viver com menos

Não posso dizer que tenho muitas coisas, realmente não tenho muitos bens, da mesma forma como não chego a ser uma compradora compulsiva de qualquer coisa que seja, mas muito do que compro (comprava) é em boa parte desnecessário.

Necessidade é uma palavra bastante complicada. Aquilo que não é nenhuma necessidade, você transforma em. Um sapato verde para combinar com aquela blusa não é, certamente, uma necessidade, já que você já tem aquela sapatilha preta que combina com tudo. Mas, tudo bem, se faz tempo que você não compra nada, não faz mal uma vez aqui outra ali se presentear. É bem aqui, acredito eu, onde reside a grande chave para conseguir viver uma vida mais simples: aprender a dosar, a equilibrar.

Não é preciso abdicar de toda vontade, mas também não é legal ceder a todo e qualquer impulso. Se quer muito comprar um livro, compre, mas leia em vez de deixar na estante para um dia ler… (falo isso por conta própria). Se quer muito aquela sapatilha, ok, tudo bem, compre, mas use. Evite deixá-la guardada numa caixa embaixo da cama, evite também comprar aquilo que só combina especificamente com aquela peça que você pensou na hora de comprar. Deu pra entender, não é?

Hoje li um texto que tem tudo a ver com o tema desse espaço. O nome do artigo é “Saiba viver com menos”. Viver com menos, em uma sociedade onde cada vez mais precisamos de mais, mais, mais é muito difícil, não é? Na verdade, difícil mesmo não é, o que nos falta é entender  que essa é uma máxima inventada: não precisamos, definitivamente, de mais e mais para vivermos bem e tranquilamente. Difícil é fazer este exercício de reflexão todos os dias. Praticar esse “mantra comportamental” ajuda.

Segundo a autora do artigo já existe um nome bem bonito (e que, pra mim pelo menos, é dispensável rs) para este tipo de comportamento: Lowsumerism (do inglês “low”, baixo, e “consumerism”, consumismo). Parece que daqui há algum tempo sentiremos vergonha de sermos muito consumistas, vai virar uma espécie de falta de educação, não sei ao certo até que ponto isto é bom ou ruim, até porque se for por uma questão de tendência, uma hora vai passar, e eu acredito que devemos tentar viver isso por realmente acreditar na importância e não por modismo.

Outro dia estava conversando com uma professora e falávamos sobre esses tantos supérfluos para se manter um padrão social e como as pessoas não percebem o quanto isso dá trabalho. Imagina só: você tem dois carros, ótimo, se um quebrar dá pra usar um enquanto o outro fica no conserto. Mas aí você tem que gastar com o conserto de um e mais o combustível do reserva. Além de ter que ir à oficina. E imagina só a confusão se os dois carros dão problema? Gasto e dor de cabeça em dobro! É um ciclo vicioso, lá se vai sua paz e tranquilidade. Você poderia gastar um pouco mais na semana andando de transporte coletivo ou até mesmo, se não suportar a ideia de pegar ônibus, pagar taxis só por alguns dias, um gasto a mais, entretanto temporário (e nem vai precisar pagar estacionamento!).

Precisamos aprender a viver com menos. Quanto eu não sei, mas com certeza menos. O exercício que devemos fazer agora é: onde eu me descontrolo? E bem nesse ponto, começar a agir. Se pra você funciona cortar o mal pela raiz e jogar fora, doar ou vender tudo aquilo de uma vez, tudo bem. Tudo bem também se você fizer esse processos aos pouquinhos. O importante é começar 🙂

Ah, e fica aqui o artigo que citei: Saiba Viver com Menos

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